quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Good times. os bons tempos estão de volta.


good_times No final dos anos 70, a Música Disco era tão popular e contagiante que era denominada como uma doença, uma febre. Como uma mina de ouro, o ritmo dançante foi explorado comercialmente até a exaustão total. Deste fenômeno sobraram apenas boas lembranças.

Luzes mirabolantes, bolhas de sabão, nuvens de fumaça, música ensurdecedora, alegria e descontração – Isto era uma Discoteca no seu auge em 1978 onde milhares de jovens, pessoas de idade, brancos e negros, ricos e pobres frequentavam democraticamente quase todos os fins de semanas. good_timesAo ritmo do som discotheque cresceram as filas nos cinemas enquanto as novelas, camisetas, revistas e uma infinidade de bugigangas se puseram a explorar, avidamente, o tema, que influenciava a moda; os sapatos eram tipo plataformas (quanto maior melhor) tanto para homens como mulheres e calças tipo good_timesboca-de-sino e golas gigantescas das camisas de popeline estampadas para homens e as calças pantalonas para as mulheres, além de diversos adornos como anéis, pulseiras, relógios e correntes. Cabelos quanto mais rebeldes melhor e uma coisa que só os negros poderiam ter, um belo Black Power, o sucesso do momento.

A Música Disco (disco music em inglês ou discotheque em francês) representou um movimento de liberdade de expressão originário na década de 70, proveniente das classes minoritárias representados pelos negros, latino-americanos e gays, principalmente das comunidades das cidades de Nova York e Filadélfia que se reuniam em casas de dança, denominadas “discotecas” e no final do movimento apenas clubes.

“O sucesso das discotecas naquele tempo, decorre do fato de corresponderem às necessidades de comunicação dos jovens que na adolescência nem sempre pode ser estabelecida a nível verbal, daí a necessidade de se expressar através de movimentos, canalizando desse modo suas fantasias e decepções, e expressando suas angústias e soluções”, decretava a psicóloga Mônica Serra.

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O ritmo discoteca dominava todos os lugares e ferveu ainda mais quando foi lançado o megassucesso “Embalos de Sábado à Noite” onde o recém-lançado ao estrelato John Travolta encantava a todos com seus passos mágicos ao som do ressuscitado e eclético grupo musical Bee Gees, que mesmo com o estrondoso sucesso, fazendo uma união perfeita entre a música e o cinema, nem sequer foram indicados ao Oscar. Para não ficar de fora da festa a TV Globo lançou a novela “Dancing Days” que se passava quase toda dentro de uma discoteca.

A Música Disco teve influência direta do Funk (o norte-americano e não a imitação brasileira, se me entendem), o Soul, Rhythm and Blues e os ritmos musicais latinos ou hispânicos. O que chamava atenção para a Música Disco foi à possibilidade de criação de sons inovadores, permitindo-se até mesmo ter acompanhamentos da música clássica. Os artistas que se sobressaíram além dos Bee Gees, temos K.C. and the Saunshime Band, Abba, Chic, os irmãos Jacksons e Donna Summer que receberia o título de “Rainha do Disco”.

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As danceterias se espalharam por todos os cantos na década de 70. A maioria delas eram salões sem muito conforto onde as pessoas se amontoavam para dançar. Nos grandes centros havia mais investimento, como a Boate Hyppopotamus em São Paulo, com decoração caprichada a casa agradou em cheio os frequentadores que poderão viver o glamour da era discoteca embora pelo seu luxo tinha a tendência de se transformar em um clube fechado como muitas discotecas naquele tempo se transformaram. Outra casa de bastante sucesso foi a Papagaio Disco Club, que apresentava uma decoração inovadora baseada em luzes de neon e surpreendia com a qualidade do sistema de som inacreditavelmente puro.

Aos poucos as boates foram se fechando e a Música Disco foi perdendo o fôlego ainda mais porque dela surgiram diversas derivações como House Music e a Dance Music. No entanto percebe-se o grande legado que ela deixou no mundo da música, tendo influenciado até mesmo à bandas de rock que arriscaram algumas experiências como os Rolling Stones (Miss You), Queen (Another One Bites the Dust), Blondie (Heart of Glass), Rod Stewart (Da Ya think I’m a Sexy), Kiss (I Was Made for Lovin’ You) e até mesmo o Pink Floyd em (Another Brick in The Wall).

No Brasil a Discoteca influenciou em todos os níveis da cultura e modo de viver. Na música teve seu representante de maior sucesso com as Frenéticas. Outros que se destacaram foi Tim Maia, o rock dançante de Rita Lee e o som mágico de Gilberto Gil no disco Realce de 1979. Hoje a Música Disco é lembrada na maioria dos bailes de formatura, quando são distribuídos plumas e paetês, mascaras, óculos e brinquedos luminosos para que todos caiam na gandaia, livre leve e solto. Relembre você também nos vídeos do YouTube em Good Times, Os bons Tempos Estão De Volta.

Fontes
Revista Veja Edições 334 e 521.
wikipedia.org - Disco Music
wikipedia.org - Discoteca

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